Por que Trump enfrentará uma crise econômica

Por Marcelo Armani Lopes

A última crise mundial alertou o mundo para o elevado risco de contágio entre os mercados mundias e a ameaça de uma crise sistêmica. “Em 2008 a economia mundial esteve a poucas horas de um colapso”, afirmou Jim Rickards. O bilionário George Soros fez um diagnóstico mais grave: para ele, o mercado de fato colapsou em 2008, mas foi mantido vivo artificialmente pelas impressoras dos bancos centrais. É sempre ruim concordar com Soros, um globalista financiador da indústria do aborto, mas este é o caso.

A resposta do banco central americano para a crise foi adotar uma política de redução da taxa de juros e de compra de ativos considerados tóxicos. A intenção era afastar o perigo de um efeito dominó no mercado e, supostamente, “estimular” a economia provendo liquidez. Contudo, praticamente uma década depois, os sinais vitais da economia americana continuam fracos. Tudo o que o dinheiro novo gerou ao buscar um lugar de destino foi a formação de diversas bolhas que poderão existir tão-somente enquanto o preço de se endividar continuar barato.

Analogamente, imagine um aspirante a bon-vivant que de alguma forma convenceu um banco a lhe conceder um empréstimo milionário e com ele comprou uma mansão, carros de luxo e contratou uma dezena de empregados. Como esse cidadão consome recursos acima do que produz (nesse caso, nada produz), seu estilo de vida durará até o dinheiro emprestado terminar, e conceder-lhe um novo empréstimo não lhe fará bem algum a não ser o de adiar sua inexorável ruína financeira.

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