Taxas de juros negativas: causas, consequências e ramificações

Por Dickson Buchanan

Os bancos centrais estão sob a crença equivocada de que taxas de juros negativas podem ser a mágica que transformará suas economias. Por que exatamente eles pensam isso? O que faz com que Draghi, Kuroda, e outros pensem que impor taxas de juros negativas irá estimular o crédito e os empréstimos em suas respectivas economias?

É importante entender a lógica por trás desse momento ímpar na história monetária mundial. Taxas de juros negativas são um fenômeno sem precedentes que mostra o quão longe e fora de curso fomos em termos de políticas relacionadas a moedas e a crédito. Elas já estão tendo um efeito tremendo em vários países europeus e no Japão, e podem estar chegando nos EUA. Taxas negativas têm significativas implicações futuras para o ouro também.

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As loucuras e falácias da economia keynesiana

Por Richard Ebeling

Oitenta anos atrás, em 4 de Fevereiro de 1936, um dos livros mais influentes dos últimos cem anos foi publicado, “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, do economista britânico John Maynard Keynes. Com ele nasceu o que se tornou conhecido como a economia keynesiana.

Dentro de menos de uma década após o seu aparecimento, as ideias da Teoria Geral praticamente conquistaram a profissão de economista e se tornaram um guia para a política econômica dos governos. Poucos livros, em tão pouco tempo, ganharam uma influência semelhante e geraram um impacto tão destrutivo sobre as políticas públicas. O que Keynes conseguiu foi prover uma base racional para o que os governos sempre gostaram de fazer: gastar o dinheiro de terceiros e atender a interesses particulares.

Nesse processo, Keynes ajudou a minar três ingredientes institucionais essenciais de uma economia de livre mercado: o padrão-ouro, os orçamentos governamentais equilibrados e mercados competitivos abertos. No lugar deles, o legado de Keynes nos deu inflação de papel-moeda, déficit governamental e intervenção política crescente em todo o mercado.

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