Inflação: Um esquema de redistribuição de riqueza

Por Russell Lamberti

precos-corrigidos

Muitos bancos centrais ao redor do mundo pretendem alcançar uma “meta de inflação”, tanto como um objetivo único explícito –  o caso do banco central sul-africano – quanto como parte de um conjunto de objetivos políticos, como os almejados pelo banco central americano, o Federal Reserve. Mas, longe de manter a estabilidade econômica e promover a prosperidade, uma meta de inflação de preços ao consumidor praticamente garante uma perniciosa transferência de riqueza ano após ano, um perpétuo engodo em funcionários e empresas desapercebidos, e um ponto cego permanente para ocultar a inflação.

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Inflação 2015

10,67& foi a inflação oficial no Brasil em 2015 (fonte: IBGE).

A inflação real é maior. Mas vamos utilizar o dado oficial.

Fora os impostos já estabelecidos, são mais 10,67% de riqueza transferidos para o governo e seus favorecidos, do que havia sobrado para o trabalhador. São mais 10,67% do total de dias úteis de 2015 – 27 dias! – trabalhados exclusivamente para o governo. Lembrando que em 2015 o brasileiro só havia começado a trabalhar para ele mesmo no dia 2 de junho.

Até esta data, eram 103 dias úteis trabalhados para o governo, o que, somados aos dias tomados via inflação, resulta em 130 dias de transferência de renda, do povo para a classe política.

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