A maior depressão americana

Por Jim Quinn

Os paralelos entre a Grande Depressão de 1930 e a Grande Depressão atual são inquietantes, apesar da propaganda promovida pelo establishment político, pela mídia e pelo conluio bancário de que tudo está bem. Os jornalistas dos principais meios de comunicação desprezam e ridicularizam qualquer um que argumente que estamos atualmente em meio a outra grande depressão. Eles são pagos para vender uma narrativa de recuperação que mantém as massas ignorantes, sedadas e distraídas pelas últimas aventuras de Caitlyn Jenner e dos Kardashians. Uma avaliação imparcial dos fatos revela que a atual depressão é em cada detalhe tão terrível para o americano médio como a da década de 1930.

A administração Obama tem usado políticas fiscais fracassadas idênticas às utilizadas por Franklin Delano Roosevelt (FDR). US$ 800 bilhões em pacotes de estímulo, cash for clunkers¹, feriados fiscais sobre a folha de pagamento, concessão empréstimos estudantis com poucas exigências, e centenas de outras idéias keynesianas inúteis impulsionaram a dívida nacional de US$ 10 trilhões, em setembro de 2008, para US$ 19.4 trilhões, oito anos mais tarde, um aumento de 94%. A dívida nacional em outubro de 1929 era de US $ 17 bilhões. Oito anos mais tarde, depois de bilhões de dólares esbanjados em programas do New Deal, a dívida nacional ficou em US $ 36,5 bilhões, um aumento de 115%.

A Grande Depressão durou de 1929 até a Segunda Guerra Mundial, apesar das dezenas de bilhões gastos em estímulos fiscais. Hoje, após oito anos dos maiores déficits orçamentários da história, a economia ainda está estagnada e o PIB mal cresce. E seu crescimento sofrível vem do aumento nos gastos dos consumidores, resultado do calamitoso programa Obamacare e das contínuas guerras que travamos em todo o mundo.

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São as fotografias em preto e branco de homens desanimados e crianças famintas da década de 1930 que definem a Grande Depressão para as gerações atuais. É claro que depois de anos de engenharia social disfarçada de educação posta em prática pelo governo, a maioria das pessoas não poderia nem mesmo definir quando ou o quê constituiu a Grande Depressão. Estes retratos de cortar o coração onde americanos médios estão sofrendo e em desespero capturam o espírito da época.

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Apologistas do status quo sustentam que os últimos oito anos não podem ser classificados como uma depressão. A narrativa de recuperação econômica tem sido divulgada por porta-vozes das empresas de mídia, políticos irresponsáveis, banqueiros de Wall Street Too Big To Trust, marionetes do Federal Reserve (FED), e apparatchiks² do governo surrando estatísticas manipuladas como prova do avanço econômico. Eles ressaltam a falta de filas de sopa como prova de que não estamos enfrentando uma depressão.

Em primeiro lugar, se houvesse filas de sopa a mídia iria simplesmente ignorá-las. Se eles não reportam, então não está acontecendo. Em segundo lugar, as filas de sopa são eletrônicas, já que o governo faz o download da “sopa” em cartões EBT para que o JP Morgan possa colher bilhões em taxas ao executar o programa SNAP (Supplemental Nutrition Assistance Program). Só porque não há imagens de americanos famintos com roupas surradas esperando em filas, isso não significa que a maioria dos americanos não esteja enfrentando uma depressão econômica.

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Se o país tem realmente experimentando uma recuperação econômica durante os últimos sete anos, por que de 14% a 15% dos americanos estão dependendo de assistência alimentar (Food Stamps) para sobreviver? Quando a economia está crescendo de verdade e a taxa de desemprego está abaixo de 5%, o percentual de americanos no Food Stamps permanece abaixo de 8%. Se os dados econômicos do governo fossem confiáveis, não haveria 43,5 milhões de pessoas que vivem em 21,4 milhões de domicílios (17% de todas as casas) dependentes de assistência para se alimentar. Mais de 100 milhões de americanos agora dependem de alguma forma de assistência federal (não incluindo a Segurança Social ou o Medicare). Se a economia saiu da recessão no segundo semestre de 2009, por que 6 milhões a mais de americanos precisaram de assistência nos dois anos seguintes?

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Os governos federal, estadual e local gastarão cerca de U$S 1.8 trilhões nos programas de assistência social em 2016, incluindo US$ 600 bilhões para o Medicaid e US$ 480 bilhões para o resto. Em 2009, 18,6% da população estava participando de pelo menos um programa de benefícios. Após três anos de “recuperação econômica” esse número subiu para 21,3% em 2012. Se estivéssemos no meio de uma economia em expansão por que 41,6% dos afro-americanos e 36% dos hispânicos estariam precisando receber benefícios a cada mês? A rede de segurança social durante a Depressão de 1929 era escassa. Gastos de mais de US$ 1 trilhão por ano para sustentar mais de um terço da população EUA certamente soa como uma depressão para mim.

A temível visão de americanos esperando nas filas de alimentos ou vivendo nas ruas não está sendo transmitida pela mídia tradicional, pois seu dever é manter a narrativa de recuperação econômica a qualquer custo. Enquanto dirijo para o trabalho, passo em frente a uma igreja luterana que às 7:30 distribui alimentos para uma fila que se estende em volta do quarteirão.

Esta cena é duplicada em enclaves urbanos e municípios deteriorados em todo o país. Bancos de alimentos e abrigos estão sendo inundados por aqueles que não se beneficiaram dos esquemas monetários de estilo “Salve um banqueiro de Wall Street”, como os programas QE (Quantitative easing) e ZIRP (Zero interest-rate policy) do FED. Um em cada sete americanos – 46 milhões de pessoas – dependem de distribuição de alimentos e de programas de refeição para alimentar a si e a suas famílias.

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Há 600.000 americanos sem-teto em qualquer noite. Em junho de 2016, havia 60.000 pessoas desabrigadas, incluindo 15.000 famílias desabrigadas com 23.000 crianças de rua, dormindo todas as noites no sistema de abrigo municipal de Nova Iorque. Enquanto isso, os titãs sociopatas de Wall Street pilham e saqueiam a riqueza da nação diariamente com seus supercomputadores de high frequency trading³, aparelhando o jogo com a ajuda de seus benfeitores do FED e dos políticos cúmplices de Washington D.C., e se aposentam para viver nas suas coberturas e gastar seus fins de semana em vilas de luxo.

A divergência entre os níveis obscenos de riqueza adquiridos por meios ilícitos pelos poucos eleitos e dezenas de milhões que vivem na pobreza extrema, devido às ações imorais e ilegais daqueles poucos, chegou a esse extremo apenas uma vez antes. Não é uma coincidência que a desigualdade de riqueza nunca tenha sido tão alta desde a Grande Depressão.

Toda ação monetária e fiscal realizada pelo establishment desde 2008 foi concebida para beneficiar os ricos, os poderosos, e os bem conectados. Impulsionar o mercado de ações para altas históricas, ao mesmo tempo em que empobrece idosos e os poupadores da classe média, deixou uma economia estagnada sem esperança de recuperação. A desesperança, o desespero e a raiva daqueles que não fazem parte do establishment ou lucram com seus esquemas é palpável.

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A tentativa mais flagrante da classe dominante de subverter a verdade sobre nossa depressão em curso é a desprezível e absurda propaganda alardeada pelos apparatchiks do governo do Bureau of Labor Statistics (BLS). Com uma população ativa de 253,9 milhões de pessoas e apenas 151,6 milhões delas empregadas (27 milhões part-time, 15 milhões de trabalhadores autônomos, 7 milhões que trabalham em vários empregos e 22 milhões de trabalhadores do governo), o BLS tem a ousadia de reportar uma taxa de desemprego de apenas 4,9%. Existem 102,3 milhões de americanos em idade ativa que não trabalham, mas apenas 7,8 milhões são desempregados de acordo com os lacaios do establishment altamente qualificados do BLS. Os outros 94,5 milhões de não-trabalhadores deve estar se divertindo no surf, bebendo margaritas e contando os milhões que eles fizeram no casino fraudado de Wall Street.

A taxa de participação na força de trabalho e a razão entre trabalhadores e população em idade ativa estariam em níveis vistos pela última vez em 1978 se o mercado de trabalho estivesse crescendo? E não culpe a aposentadoria dos Baby Boomers. Com 28% das pessoas com mais de 55 anos sem a menor poupança para a aposentadoria e a média de poupança para a aposentadoria desses de 55 a 61 anos de US $ 17.000, poucos Boomers podem se aposentar com os $ 12.000 anuais da Segurança Social. O percentual de pessoas com mais de 55 anos que está trabalhando é recorde, enquanto que o percentual de homens de 25 a 54 anos (anos de trabalho primordiais) trabalhando atingiu o nível histórico mais baixo. Desde 2007, o país adicionou 5,6 milhões de postos de trabalho, a maioria empregos na área de serviços com baixa remuneração, e 15,7 milhões de americanos supostamente deixaram a força de trabalho por sua livre vontade, mas a taxa de desemprego é praticamente a mesma. Apenas um economista educado na Ivy League ou um especialista da CNBC com alto salário acreditaria em tal disparate.

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Se o crescimento do número de empregos foi tão forte quanto o governo e a mídia proclamam, como poderiam os salários semanais estar crescendo a apenas 1,5% anualmente e em média a 2% nos últimos cinco anos? Quando a inflação em coisas que você precisa para viver (renda, saúde, energia, alimentação, educação, automóveis) excedem 5% ao ano, sua poupança rende 0,25% e seu salário sobe a menos de 2% por ano, a sua existência diária é depressiva. A renda familiar real média é menor do que era em 1989, mesmo utilizando-se o extremamente discreto e manipulado CPI (Consumer Price Index).

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Antes dos ajustes sazonais, de planilhas Excel criarem empregos fantasmas fingindo que trabalhadores em idade ativa não fazem parte da força de trabalho e da existência de burocratas do governo cujo trabalho é pintar um quadro bonito, tínhamos números de desemprego reais. Cada corpo americano disponível estava na força de trabalho durante a Grande Depressão de 1929. A taxa de desemprego verdadeira oscilou entre 15% e 25% durante a maior parte da década de 1930. Eles tiveram que ficar na fila por seus cheques de ajuda e por alimentos. Não foram transferências em suas contas bancárias ou downloads para um cartão EBT.

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A taxa de desemprego falsa (U3) aprovada pelo governo e regurgitada pela grande mídia sem esclarecimentos é de 4,9%. A taxa de desemprego U-6 é a medida de desemprego mais ampla, incluindo trabalhadores desanimados de curto prazo, bem como aqueles forçados a trabalhar part-time porque não conseguem encontrar um emprego em tempo integral. Essa taxa está em 9,7%, quase o dobro da taxa reportada pela grande mídia. Você nunca ouve este número mencionado pela mídia lacaia e complacente.

Contudo, se você quiser a verdadeira taxa de desemprego você deve adaptar os números do governo à desinformação que começou em 1994. Os trabalhadores desencorajados de longa data foram oficialmente definidos como inexistentes em 1994. Se você parar de procurar um emprego porque não há empregos disponíveis, o BLS finge que você não existe mais e o tira dos seus cálculos estatísticos. John Williams, no site Shadowstats, corretamente acrescenta esses trabalhadores desencorajados mas dispostos a trabalhar de volta ao cálculo e, surpresa, a taxa de desemprego real neste país tem oscilado entre 18% e 23% durante os últimos sete anos. Essas taxas são idênticas aos piores anos da Grande Depressão.

Depois que você elimina a falsa propaganda econômica vendida pelo establishment, ele se volta ao seu único falso ídolo remanescente – o mercado de ações. Como poderíamos estar em uma depressão se o mercado de ações subiu 165% desde a sua mínima de março de 2009? Ele está a menos de 2% da sua máxima. Isso tudo depois de uma queda de 55% em relação às máximas de 2007 chegando às mínimas de março de 2009. Sabemos que a história pode não repetir, mas ela certamente rima.

O mercado caiu 86% de suas máximas de 1929 até as mínimas de 1932. Aqueles no controle não pensaram em suspender métodos contábeis para que os bancos de Wall Street pudessem falsificar suas demonstrações financeiras, como os nossos amados líderes fizeram em março de 2009. Mas, apesar de toda a década de 1930 constituir a Grande Depressão, o mercado acionário subiu 260% entre 1932 e 1937, fazendo com que o ciclo de alta atual pareça fraco em comparação.

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Será que o aumento de 260% no mercado de ações ao longo de cinco anos no meio da Grande Depressão beneficiou o americano médio de alguma forma? Absolutamente não. Eles não possuem ações. Os 0,1% mais ricos se beneficiaram, assim como eles se beneficiaram dos programas do New Deal que despejaram dinheiro em seus cofres. Oitenta anos depois, percebemos a mesma dinâmica.

O aumento de 160% no mercado de ações durante os últimos sete anos enriqueceu sociopatas de Wall Street, oligarcas bilionários, altos postos corporativos, além dos sanguessugas e amigos íntimos que sustentam o establishment podre. As políticas monetárias do Federal Reserve, QE e ZIRP, juntamente com as maquinações de Obama para a expansão da dívida fiscal, tinham como único objetivo beneficiar Wall Street, não Main Street. Os beneficiários estão rolando no dinheiro, enquanto que muitos idosos em todo o país são forçado a comer um jantar racionado.

Mais uma vez, nos referimos a toda a década de 1930 como a Grande Depressão, apesar de o PIB real ter aumentado em 40% entre 1933 e 1937. Se a mídia atual existisse na década de 1930, ela teria passado o tempo todo proclamando o “tremendo” crescimento do PIB e os ganhos “espetaculares” no mercado de ações. Eles teriam impulsionado os espíritos dos milhões que recebiam ajuda do governo e aguardavam por horas por um prato de sopa e um pão velho. O PIB real neste país cresceu patéticos 15,4% desde a mínima de 2009. O uso de uma verdadeira medida da inflação revela que estamos em recessão desde o início dos anos 2000 e com uma depressão desde 2008.produto-interno-bruto-real

Os bancos centrais ao redor do mundo têm implementado esquemas monetários idênticos na tentativa de sustentar o insustentável. Eles sempre tiveram apenas uma única ferramenta – impressão de dinheiro e criação de enormes quantidades de dívidas impagáveis para sustentar amizades indecentes com banqueiros corruptos, seus mestres de marionetes, e cobras que rastejam pelos corredores do Congresso. A dívida total do mercado de crédito em relação ao PIB atingiu um pico de 261% em meados da década de 1930, e os programas do New Deal de Roosevelt financiados por dívidas não fizeram absolutamente nada para tirar o país da sua depressão econômica. Obama e seus acólitos keynesianos têm tentado as mesmas soluções desde 2009, com um resultado igualmente falho. A dívida total do mercado de crédito em relação ao PIB atingiu um pico de 381% em 2010, mas seis anos depois ela ainda se mantém em 345% com a economia estagnada e desacelerando.

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Conclusão

O fim do jogo de dívidas se aproxima. Com uma dívida nacional de US $ 19,4 trilhões (106% do PIB) pronta para disparar US$ 1 trilhão por ano com programas de direitos que estão no piloto automático e prestes a explodir sob o peso dos baby boomers, as taxas de juros em mínimas de 5.000 anos, uma geração distraída com a tecnologia, e políticos corruptos sem coragem e incapazes ou não dispostos a enfrentar a crise da dívida, esta depressão está prestes a entrar para a história como a Maior Depressão.

O FED fala como se ele tivesse tudo sob controle, mas as suas ações e omissões revelam um nível extremo de desespero. Enquanto os lucros das empresas subiram para níveis recordes e o desemprego caiu a níveis de 2007, a taxa de redesconto do FED deveria ter sido elevada para 4%. Em vez disso, ele a mantém trancada em um nível de emergência de 0,25%. Isso prova que eles estão mentindo sobre a narrativa de recuperação econômica.

E agora eles estão ponderando sobre taxas de juros negativas, que já falharam em toda a Europa. Esses acadêmicos, que nunca trabalharam um dia de suas vidas no mundo real, impõem suas teorias monetárias e suposições dementes sobre os cidadãos do mundo, levando à destruição, ao caos, à dor de cabeça e, finalmente, à guerra. Quando foi que o capitalismo decaiu de poupar e investir para empréstimos e gastos? Será que o ano de 1913 (ano da fundação do FED) faz soar o alarme? Stanley Fischer, vice-presidente do FED, revelou seu desdém e desprezo pelas pessoas comuns em uma entrevista recente:

Bem, é evidente que existem diferentes respostas a taxas negativas. Se você é um poupador, você dificilmente as aceitará, embora normalmente elas signifiquem preços de ações bastante decentes. Mas nós consideramos tudo isso. Em economia temos que fazer trade-offs o tempo todo, e a ideia é que quanto menor a taxa de juros melhor é para os investidores (do mercado acionário).

Parafraseando George Carlin, “ele não dá a mínima para você”. Ele sabe que existem mais de 90 milhões de pessoas com idade superior a 55 neste país que são avessas ao risco. Oito anos atrás, eles poderiam ganhar 4% relativamente livres de risco em um fundo de investimento. Um casal de aposentados com US$ 250.000 poderia ganhar US$ 10.000 por ano em juros para complementar sua previdência social. Hoje, devido às políticas promovidas e implementadas por Fischer, Yellen e seus companheiros, o casal ganha cerca de US$ 600 anuais.

E agora ele quer que os idosos lhe paguem para manter seu dinheiro no banco. Esses programas insanos do FED explodirão os fundos de pensão, dotações e qualquer outro investidor em títulos. A arrogância e a desumanidade de Fischer e sua laia me faz querer vomitar. O único propósito de Fischer na vida é servir a seus mestres de Wall Street e do establishment. Dane-se o povo. São pessoas dispensáveis.

Existem agora US$ 11 trilhões em títulos de governo com rendimento negativo flutuando ao redor do planeta. Ninguém no seu perfeito juízo iria comprar um título com rendimento negativo. Não é um ativo. É uma obrigação. É garantido que o investidor perde dinheiro. Você sabe que o fim desse jogo de dívidas se aproxima quando os governos emitem títulos com rendimento negativo que são comprados pelos bancos centrais e comerciais que os controlam. É simplesmente uma tática para retardar o colapso iminente. Bill Gross, um titã financeiro relativamente honesto, argumenta que Yellen e seus contemporâneos tomaram ações imprudentes que estão destruindo o capitalismo:

Eu e outros, no entanto, temos há vários anos sugerido que o principal problema reside nas taxas de juros zeradas ou negativas; elas não apenas não conseguem fornecer uma saída quando a recessão bate à porta, mas destroem os modelos de negócio capitalistas – aqueles dependentes de um spread de uma curva de rendimentos ou de uma taxa de juros que permita um retorno legítimo sobre a poupança, ao invés de incentivar o consumo.

Elas também mantêm corporações zumbis vivas e inibem a “destruição criativa” de Schumpeter, que muitos argumentam ser a marca do capitalismo. O capitalismo, é quase um consenso, não pode funcionar bem com rendimentos zerados ou negativos. O acerto de contas está se aproximando. Por causa da elevada dívida global e das políticas monetárias e fiscais que ferem em vez de curar as economias reais, mais cedo do que tarde, o jogo de Yellen chegará a um final irreversível.

 

Originalmente publicado em theburningplatform

¹The Car Allowance Rebate System (CARS), o “cash for clunkers“, foi um programa de U$S 3 bilhões que tinha por finalidade incentivar a indústria automobilística americana e no qual o governo prometia pagar 4 mil dólares para cada cidadão que desse seu carro para o ferro-velho e comprasse um outro mais “ecologicamente correto”.

²Apparatchik é um termo coloquial russo que designa um funcionário em tempo integral do Partido Comunista da União Soviética ou dos governos liderado por este partido. Frequentemente é utilizado como um termo pejorativo.

³High-frequency trading é o uso de ferramentas tecnológicas sofisticadas e algoritmos de computador para comercializar rapidamente commodities e ativos financeiros.

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2 comentários

  1. Aqui a bomba explodiu na mão do PT. Espero que lá exploda na mão da Hillary. Sim, prefiro que ela vença e os americanos aprendam pelo mal do que ter que aguentar a mídia massacrando o Trump e reelegendo o Obama.

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