Ouro: O ativo com a melhor performance em janeiro

Por Descentraliza

A economia mundial se tornou um cenário de centralização do poder sem precedentes, onde toda a atenção é constantemente direcionada ao Federal Reserve (FED), o banco central americano. Hoje, a precificação de ativos está intimamente relacionada às expectativas em relação às decisões do FED, e não tanto a uma descoberta de mercado. Diante desse fenômeno, qualquer economista que não esteja intoxicado de doutrinas intervencionistas deveria coçar a cabeça e se perguntar aonde foi parar o sistema de formação de preços baseado no livre mercado, indiscutivelmente mais eficiente do que burocratas tentando rearranjar nossas preferências temporais.

Toda essa atenção revela um sistema altamente centralizado e dependente de criação de dinheiro – porque, afinal, é exatamente com essa expectativa inflacionária que muitos olhos se voltam ao FED. Na prática, isso significa que o preço dos ativos sobe mediante a expectativa de que o FED adote uma medida inflacionária, e cai com a expectativa contrária. Todas as recentes discussões sobre aumento da taxa de juros básica, “estímulos” monetários ou taxa de juros negativas nada mais são do que eufemismos para a velha criação de dinheiro a partir do nada.

Em dezembro, o FED indicou uma reversão na sua política de corte da taxa de juros, em prática há quase 10 anos, e anunciou um aumento – irrisório, porém inédito – de 0,25 pontos percentuais, baseado na premissa de que a economia americana vive uma recuperação lenta mas gradual. O problema é que desde então as dúvidas no mercado em relação a essa premissa só cresceram.

A valorização do ouro no período parece indicar que o mercado não acredita mais que o FED seguirá aumentando as taxas de juros até patamares historicamente normais, conforme o discurso oficial. E se ele não fará isso, lhe restará o oposto, ou seja, medidas inflacionárias para tentar injetar dinheiro na economia.

Lembre-se: em um sistema dependente de inflação (de criação de dinheiro), esses aumentos na taxa de juros inibem a tomada de novos empréstimos, e por isso têm um efeito deflacionário prejudicial à estabilidade do sistema. Evidentemente, o erro primordial do sistema é a sua dependência de inflação.

Jan performance

Assim, na busca de um porto seguro e uma proteção contra a desvalorização do dinheiro, neste início de ano quem brilhou foi o ouro (e também a prata). O ouro chegou à frente de todos em janeiro, com valorização de 5,3% em comparação ao dólar, e a prata ficou em 4º. Diga-se de passagem, ambos já começaram fevereiro com forte alta.

O gráfico acima ilustra bem esse sentimento que predominou em janeiro.

E você, caro leitor? Já tem ouro e prata no seu portfólio de investimentos?

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